MINHA MÃE






 



Da pátria formosa distante e saudoso











Chorando e gemendo meus cantos de dor,










Eu guardo no peito a imagem querida










Do mais verdadeiro, do mais santo amor:














Minha Mãe!














Nas horas caladas das noites de estio,










Sentado sozinho co'a face na mão,










Eu choro e soluco por quem me chamava:










Ó filho querido do meu coracão.














Minha Mãe!














No berco pendente dos ramos floridos,










Em que eu pequenino feliz dormitava,










Quem é que esse berco com todo o cuidado










Cantando cantigas alegre embalava?














Minha Mãe!


































De noite, alta noite, quando eu já dormia,










Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,










Quem é que meu lábios dormentes tocava,










Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?








Minha Mãe!














Feliz o bom filho que pode, contente,










Na casa paterna, de noite e de dia,










Sentir as carícias do anjo de amores,










Da estrela brilhante que a vida nos guia:














Minha Mãe!














Por isso eu agora, na terra do exílio,










Sentado sozinho co'a face na mão,










Suspiro e soluco por quem me chamava:










"Oh filho querido do meu coracão!"














Minha Mãe!






                    Casimiro de Abreu


Uma homenagem para todas as mães.
          Que Deus as abençoe.
                       Sandra Ribeiro

    À minha mãe que é uma jóia.
                   ESMERALDA     






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